quinta-feira, 26 de maio de 2016

O entrevero político atual

O entrevero continua. No senado discutem quem é menos ladrão. Na câmara só confusão. Os juízes da nação acompanham. E o pobre cidadão assiste. Pasmado, triste. O desfalimento, a desintegração. Do lado de cá xingam os de lá. E dos de lá xingam os de cá. E assim vai indo, sem progresso, sem criação. Estado grande é ruim dizem uns. O estado mãe é que é bom, dizem outros. Nenhum está certo nem errado. O Estado nem mesmo é, o estado não existe, é uma fantasia imposta à força. Mas sua força diminui com o tempo à medida que os homens enxergam a realidade. E hoje em dia, espero pra sempre, o homem está cada vez mais inteligente, devido a vários fatores, por exemplo: o avanço da comunicação e tudo relacionado a isto. O primeiro estado do homem é a sua própria vida. Sua integridade física, moral e religiosa tem que ser preservada. Pois esta é a sua vida, é você, é seu estado atual. Você é o que é e pronto, não há meias verdades, a sua pessoa é o primeiro estado a quem o ser humano entrega seu espírito. Pois aquém o corpo há um espírito, de amor, compaixão, força, ímpeto etc... Este espírito humano é o impulsionador do corpo. Que o leva além dos seus limites físicos. Com o impulso criativo, livre, espontâneo, que são condições "si ne qua nom" de qualquer vida, o espírito controla as vontades do corpo. Então quem manda é o espírito, mesmo que o deem com outro sentido, mesmo assim, sob qualquer interpretação, o sentido lógico se mantém, e proporciona uma compreensão além da opinião pessoal, lançando pelo menos uma bruxuleante luz ao caminho. Adentrar na compreensão da ordem de uma mente alheia, tomando-a por si, e portanto expressando-se como tal fosse, é capacidade que alguns tem outros não. Aqueles que porventura acham-se dignos e capazes de dizer alguma coisa, que a digam. Que pelo menos a palavra escape em liberdade, já que somos todos escravos da vida.